Em muita organização, quem cuida da tesouraria, da lista de voluntários e da prestação de contas chegou pela causa, não pela tecnologia. Toca a rotina com planilha, caderno e WhatsApp. Quando alguém sugere adotar um sistema, a primeira pergunta costuma ser: quem aqui vai conseguir usar?
O OnGuia ainda não abriu ao público, mas essa resposta já dá para dar: o que ele pede de quem usa, e o que ele não pede.

Essa dificuldade é comum no terceiro setor?
É, e está medida. Na pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos 2022, do Cetic.br, 32% das organizações que usavam computador apontaram a pouca capacitação da equipe como uma das dificuldades para usar computador e internet, e 30% apontaram a ausência de suporte técnico (tabela C12A). Na edição de 2025, em 62% das organizações, quem respondeu à pesquisa não tinha concluído nenhum curso, treinamento ou capacitação sobre o uso de tecnologias no terceiro setor (tabela D8C).
Pouca capacitação em tecnologia, portanto, não é defeito da sua equipe. É comum no setor, e um sistema feito para ele precisa começar daí, não de um curso que a equipe teria de fazer antes.

Quem vai usar precisa entender de tecnologia ou de contabilidade?
Para começar, não. A conta da organização já nasce com o que costuma travar o primeiro dia: um fundo geral para registrar o que entra e o que sai, o plano de contas do terceiro setor carregado e as mensagens de rotina (boas-vindas, agradecimento por doação) já ligadas, com o modelo da convocação de assembleia pronto para quando a diretoria convocar. Ninguém precisa montar plano de contas nem configurar mensagem antes de registrar a primeira coisa.
O que o sistema pede, no dia a dia, é o que a equipe já sabe: quem ajudou, quem foi atendido, o que foi entregue, quanto entrou e para quê.

Por onde a equipe começa?
Na abertura, a conta nova vai começar por um roteiro de primeiros passos. E as listas principais, como voluntários, beneficiários e ações sociais, não aparecem em branco enquanto estão vazias: dizem qual é o primeiro passo e trazem o botão para dá-lo, como "Cadastrar primeiro voluntário".
Quem nunca usou sistema não precisa adivinhar o próximo passo. A tela diz qual é.

Todo mundo da equipe vai ter de aprender o sistema?
Não. Boa parte de quem participa da organização nem entra na área de gestão. O voluntário se cadastra pela página pública da organização e aceita ali mesmo o Termo de Adesão. No portal do voluntário, é pelo celular que ele se candidata a uma missão e registra a ação que fez, e a organização aprova. O associado vota na assembleia pelo portal, e o doador vê ali quanto já doou e o impacto somado da organização.
Tudo pelo navegador, sem aplicativo para instalar. Quem aprende a área de gestão é quem já cuida dela hoje, na planilha ou no caderno.

E o texto que ninguém da equipe sabe escrever?
Ata de assembleia, narrativa da prestação de contas, história de impacto: é o tipo de texto que trava quem nunca foi treinado para escrevê-lo. No OnGuia, a IA escreve um rascunho a partir do que a organização já registrou no sistema.
O que sai é rascunho, não documento pronto. Alguém da organização lê, ajusta e decide o que publicar. A IA tira da equipe a folha em branco, não a responsabilidade.

E quando surgir uma dúvida no meio do caminho?
Vai surgir. Nenhum sistema se usa sem aprender alguma coisa, e prometer o contrário seria desonesto. Por isso a ajuda não termina no roteiro de primeiros passos.
Na abertura, vão estar disponíveis vários tutoriais em vídeo. Dentro do próprio sistema, a equipe abre um chamado com a dúvida, e quem responde é a equipe do OnGuia. E não há nada para instalar nem para atualizar, porque o OnGuia roda no navegador.
Para ser avisado quando o OnGuia abrir, entre na lista de espera.
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Se a gente quiser sair do OnGuia, fica preso?
Não fica. Quando o OnGuia abrir, a organização vai poder exportar todos os seus registros de uma vez, antes de cancelar, em arquivos que a planilha abre.
O OnGuia ainda não abriu para novas organizações.
Deixe seu contato na lista de espera e avisamos por e-mail quando a abertura acontecer.

