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Antes de adotar

Minha equipe não sabe mexer em sistema. Dá para usar o OnGuia?

Pouca capacitação em tecnologia é comum no terceiro setor, e há pesquisa sobre isso. Veja o que o OnGuia vai pedir da sua equipe, e o que ele não vai pedir.

O OnGuia ainda não abriu ao público. Quando uma resposta cita um recurso, é o que ele terá ao abrir.

Pedras largas e baixas atravessando um riacho calmo, a primeira encostada na margem de cá.
24 de setembro de 2026última atualização
6 seçõesneste artigo

Em muita organização, quem cuida da tesouraria, da lista de voluntários e da prestação de contas chegou pela causa, não pela tecnologia. Toca a rotina com planilha, caderno e WhatsApp. Quando alguém sugere adotar um sistema, a primeira pergunta costuma ser: quem aqui vai conseguir usar?

O OnGuia ainda não abriu ao público, mas essa resposta já dá para dar: o que ele pede de quem usa, e o que ele não pede.

Uma longa fileira de vasos simples, de formatos variados, cada um com uma muda no mesmo estágio inicial.

Essa dificuldade é comum no terceiro setor?

É, e está medida. Na pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos 2022, do Cetic.br, 32% das organizações que usavam computador apontaram a pouca capacitação da equipe como uma das dificuldades para usar computador e internet, e 30% apontaram a ausência de suporte técnico (tabela C12A). Na edição de 2025, em 62% das organizações, quem respondeu à pesquisa não tinha concluído nenhum curso, treinamento ou capacitação sobre o uso de tecnologias no terceiro setor (tabela D8C).

Pouca capacitação em tecnologia, portanto, não é defeito da sua equipe. É comum no setor, e um sistema feito para ele precisa começar daí, não de um curso que a equipe teria de fazer antes.

Uma caixa de ferramentas aberta, com cada ferramenta já no seu encaixe e uma delas levemente erguida, pronta para o uso.

Quem vai usar precisa entender de tecnologia ou de contabilidade?

Para começar, não. A conta da organização já nasce com o que costuma travar o primeiro dia: um fundo geral para registrar o que entra e o que sai, o plano de contas do terceiro setor carregado e as mensagens de rotina (boas-vindas, agradecimento por doação) já ligadas, com o modelo da convocação de assembleia pronto para quando a diretoria convocar. Ninguém precisa montar plano de contas nem configurar mensagem antes de registrar a primeira coisa.

O que o sistema pede, no dia a dia, é o que a equipe já sabe: quem ajudou, quem foi atendido, o que foi entregue, quanto entrou e para quê.

Uma prateleira comprida com todos os encaixes vazios e, no primeiro deles, uma pequena seta ocre.

Por onde a equipe começa?

Na abertura, a conta nova vai começar por um roteiro de primeiros passos. E as listas principais, como voluntários, beneficiários e ações sociais, não aparecem em branco enquanto estão vazias: dizem qual é o primeiro passo e trazem o botão para dá-lo, como "Cadastrar primeiro voluntário".

Quem nunca usou sistema não precisa adivinhar o próximo passo. A tela diz qual é.

Uma parede baixa e comprida com várias portas pequenas de cores diferentes, cada uma entreaberta para a sua própria sala iluminada.

Todo mundo da equipe vai ter de aprender o sistema?

Não. Boa parte de quem participa da organização nem entra na área de gestão. O voluntário se cadastra pela página pública da organização e aceita ali mesmo o Termo de Adesão. No portal do voluntário, é pelo celular que ele se candidata a uma missão e registra a ação que fez, e a organização aprova. O associado vota na assembleia pelo portal, e o doador vê ali quanto já doou e o impacto somado da organização.

Tudo pelo navegador, sem aplicativo para instalar. Quem aprende a área de gestão é quem já cuida dela hoje, na planilha ou no caderno.

Uma folha de papel com linhas de rascunho a lápis, sem letras, uma delas riscada por um traço ocre, e um lápis com borracha ao lado.

E o texto que ninguém da equipe sabe escrever?

Ata de assembleia, narrativa da prestação de contas, história de impacto: é o tipo de texto que trava quem nunca foi treinado para escrevê-lo. No OnGuia, a IA escreve um rascunho a partir do que a organização já registrou no sistema.

O que sai é rascunho, não documento pronto. Alguém da organização lê, ajusta e decide o que publicar. A IA tira da equipe a folha em branco, não a responsabilidade.

Uma placa de bifurcação com setas em branco num caminho de terra, e um envelope fechado apoiado na base da placa.

E quando surgir uma dúvida no meio do caminho?

Vai surgir. Nenhum sistema se usa sem aprender alguma coisa, e prometer o contrário seria desonesto. Por isso a ajuda não termina no roteiro de primeiros passos.

Na abertura, vão estar disponíveis vários tutoriais em vídeo. Dentro do próprio sistema, a equipe abre um chamado com a dúvida, e quem responde é a equipe do OnGuia. E não há nada para instalar nem para atualizar, porque o OnGuia roda no navegador.

Para ser avisado quando o OnGuia abrir, entre na lista de espera.

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